7.10.08

Que que é isso, dona Ingrid?

Fui a uma palestra sobre o dramaturgo alemão Heiner Muller, que em verdade era um bate-papo. Nós, os desavisados, e a turma de teatro. Fomos acolhidos no próprio teatro Fábrica. Chegamos, fornecemos emails e nos sentamos em roda, o que já mudava toda uma perspectiva antecedente.

Tudo bem, a proposta era participar, então.

Introduções foram feitas e dona Ingrid, uma estudiosa de Heiner Muller que de quebra conhece bem a obra de B. Brecht, deu-nos o contexto do que seria apresentado e explicou algumas passagens de um filme alemão que seria e foi passado sem legendas. Um documentário repleto de depoimentos e diálogos, que devido a impossibilidade de entendê-los (não falo alemão infelizmente), não tinham importância alguma - segundo dona Ingrid, o que valia era ver o dramaturgo em sua casa completamente mal-ajambrada acendendo um fósforo enquanto conversava, sabe-se lá o que, com um amigo sobre um programa de tv que ambos assistiam. Certo, eu estava confiante de que algo bom nossas mentes extrairiam dali. Ficamos assistindo atentos, alguns até riram em determinados momentos (falavam alemão!?), e fim das passagens do documentário.

Primeira pergunta de dona Ingrid: o que achávamos da queda do muro de Berlim. Extraordinária e primeiramente, falei eu:
− Espanto. Nasci com aquele muro já erguido, achei que morreria vendo-o de pé, ainda dividindo o pais.
− Ah, você nasceu na Alemanha?
− Não, nasci aqui. (hum... século XX, mídia..., eu sabia que o muro existia mesmo tendo nascido no Brasil...)

E lá fomos nós participações adentro. Aos poucos as posições se fizeram muito claras. Dona Ingrid revelou-se conivente com uns dois da turma, um deles, bonitão e articulado, era alisado com palavras de concordância e incentivo ao passo que nós, os outsiders, sofríamos retaliações, embora nem tudo fosse injustiça e desconforto, é verdade, mas houve interpretações bastante errôneas do que dizíamos. Ela sapientíssima ao que parece, não ouvia propriamente e sim julgava, ceifando
constrangedoramente opiniões alheias com um atípico desdém de lá do alto de sua magnânima posição de palestrante.

A coisa derivou definitivamente, uma palestra baseada nas entrevistas de Muller virou conversa de ator. Gosto de atores, mas estava ali pelo dramaturgo, ora bolas! Ia ficando tarde, as pessoas estavam indo embora e cada vez menos pessoas falavam. Também havia me calado, claro. A repentina debilidade do meu serzinho não seria exposta assim, Heiner Muller que me perdoasse, mas eu não persistiria naquela posição energúmena junto a outros desavisados. E mais, sua interlocutora não me usaria mais de degrau nem que eu merecesse muitíssimo, sou filha de mineiro, tá pensando o quê? Certa hora ela ainda afirmou delongadamente, e em tom de resposta, não ser cretino o povo alemão, restou-nos saber a razão de tal elogio manjado, uma vez que o contrário não havia sequer sido insinuado.

Vai ver ela estava num mau dia, numa conspiração nociva dos astros, né, dona Ingrid? Talvez fosse fome. Eu? Fui embora antes do fim. Percebi que não podia adiar por nem mais um segundo o supermercado e me esgueirei para fora dali...

29.5.08

Des-maio

Viram-se por acaso. De carro, de tarde, o paulista telefonou para o carioca.- Estou perto da sua casa.
- Perto onde?...

- Na Augusta.
- Passa aqui, então.

Nada mais normal numa relação entre amigos brasileiros. O paulista passou, tomou cafezinho e pensando no que tinha que fazer, porque tinha uma porção de coisas relativamente importantes a fazer, ouviu:
- Cara, o médico vai me matar!
- Por quê?
- Porque tem um exame aí que não quero nem ver. Meu colesterol, cara...
O carioca não era mais um jovenzinho em flor, e sua mulher estava gravemente doente em fase de tratamento, então, pressentindo o cuidado pedido pela situação imediata, o amigo resolveu inquirir acerca do problema, logo se oferecendo para acompanhá-lo. Relutância só aconteceu na hora de entrar na sala do médico, mas o paulista decidido ante aquele receio dos resultados de exames do carioca, entrou junto.
- Doutor, estão aqui.
- Hum, hum...
- Doutor... tenho me sentido muito estranho, uma coisa ruim. Andropausa, Doutor?
- Andropausa nada. É isso, isso e isso, fique tranqüilo, o bom é que você esta aqui.
- Não numa cama de hospital, não e mesmo?
- Exato! Check-up serve para isso. Bem, isso é assim, e isso pode realmente ser aquilo, e se for, a gente trata e acaba o problema.
- Puxa, que bom, vou viajar no fim-de-semana para cuidar do espírito, tudo bem, Doutor?
- Claro, vá beber a água do rio de lá, sabe qual é o Rio?
- Tietê?
- Exato! Água cristalina, maravilha, pode beber e fala que fui eu quem indicou.
- Qual é o nome da pessoa?
- Fulano de tal. Agora, é bom que você faça mais um exame antes e quero que seja entre hoje e amanhã.
- Já assim?
- Minha secretária vai marcar assim que você sair e depois de feito o exame, aguarde o resultado, não vá embora sem que tenha saído, certo?
- Mas então isso é grave, Doutor!
- Fique tranqüilo. Preciso de mais pistas e só esse exame pode me dar.
Durante a consulta o paulista já havia trocado algumas idéias e percorrido mais de um assunto com o simpático Doutor, quando entendeu que, com o carioca ele ficaria até o final do novo exame. De 2h da tarde, passava das 4h e se fez 6h, o exame era às 7h. O carioca apreensivo, a doença grave da mulher, que hora para descobrir que ele, ele!, tinha uma coronária parcialmente entupida! Jejum foi pedido e o amigo o acompanhou nele. Na sala de espera, o paulista contava dramas menores de sua vida e fazia o carioca rir com o vislumbre de sacanagens impossíveis. Às 7h40, chegou, provavelmente um residente novinho e roliço dizendo que havia alguém chegando d'uma CTI de helicóptero e que o exame seria possível apenas dentro de duas, duas horas e meia. Conversas ali, internação, assustaria a mulher assim? Melhor ir para casa? Ao telefone com o Doutor, em seguida com a mulher, possível cateterismo, tubo subindo pela veia, alto risco, parecido com o seu, buraco na pele, experiências tenebrosas, exames extensos, contraste, coração com placas. Ele poderia morrer de uma hora para outra. Como de uma hora para outra morreram os pais do paulista: coração. O cunhado do carioca também acabara de falecer. Não, não seria nada.
- De repente... morro assim... vai ser bom, não foi?
- Roubando minha idéia de morte repentina...
- Olha para mim, cara, eu não tenho o physique du rôle de um doente do coração! Sou magro, porra, detesto carne engordurada!
- Melhor ir para casa.
Na porta, do lado de fora do hospital, o carioca acendeu um cigarro, o paulista outro, a piada foi obviamente sobre morrer do coração já com os cigarros tragados. Uma nova conversa telefônica do carioca com a mulher acontecia objetiva e cuidadosa. O paulista se sentiu cansado, e mais cansado. Que situação! Já era noite, era tarde, sentia fome, e pensava no dia seguinte de cão que teria. Ali esperava o finalmente. A conversa do amigo infinda. A sacola de exames em sua mão pesou, sentou-se no corrimão e sentiu melhorar. O carioca decidia deixar o exame para a manhã seguinte. Melhor, melhor. Iria para casa. O paulista gostou de ouvir aquilo, sabia que o amigo ficaria melhor em casa do que internado no hospital. De repente, entendeu sentir uma queda de pressão, ia passar, pensou em se sentar lá dentro, esperava o amigo, iriam embora dali, mas a conversa do carioca nunca mais terminaria, o paulista respirava cansado, tinha que passar, o carioca explicava a mulher isso, isso e aquilo. Rapidamente a pressão do paulista desabava, sua vista enegrecia e sua forca o deixava, finalmente decidiu entrar na recepção do hospital para sentar-se esperando o fim do telefonema. Pegou a sacola e sem nada falar nem olhar para o amigo foi até a entrada, de porta automática, esperou-a abrir, entrou enroscando a sacola entre as pernas, deu um passo embriagado e desmaiou na frente da recepção do hospital.
- O senhor está bem?
- Você é paciente?
- Estou... não...
- Não se levante ainda. Traga uma maca!
- Nossa, minha pressão caiu...
- Acontece.
- Vou levantar, estou acompanhando um amigo, não tenho nada.
E ajudaram-no a se levantar para se sentar numa cadeira.
- Meu, por favor, tira essa maca daqui! Se meu amigo vir, vim para dar uma forca para ele! Não, nem cadeira de rodas, estou bem, foi só uma queda de pressão!
- Vamos medir sua pressão, venha...
- Espero que ele não me tenha visto passar mal, a mulher dele está gravemente doente, ele está dando o maior suporte para ela e teve que fazer uns exames... e eu vim acompanhar para dar uma forca para ele, entende?
- Entendo, tudo bem, você não precisa passar pelo médico, mas vamos só tirar sua pressão. Vou trazer seu copo d'água.
E andando ainda aturdido, quente e inconformado com a peça que seu corpo acabava de lhe pregar, o paulista pegou a sacola de exames e foi saber o que já sabia, sua pressão estava baixa. Nunca na vida desmaiara. O carioca, um hipocondríaco assumido, já tinha passado por algumas doenças, dependências e piri-paques, mas ele, quinze anos mais jovem, um natureba esportista, nunca havia parado num hospital, raramente e muito raramente tomava remédios, sempre os detestara, jamais tivera nada, nem um ossinho quebrado sequer. Concluiu sentindo-se muito constrangido, que ele, a figura supostamente forte da situação, acabou por desmaiar assim, sem que nada demais acontecesse, sem ter visto tripas ou encrencas que só um hospital pode resolver e bem diante da coronária entupida do amigo, que já tinha a mulher gravemente doente. A vergonha acontecia devido ao aspecto bizarro que o acontecimento imprimia no todo.
Eles se encontraram na recepção e foram comer algo na lanchonete, o que havia para ser foi esclarecido.
- Você sempre teve isso?
- Eu nunca desmaiei na vida.
- Então o que aconteceu?
- Nada aconteceu. Devo ter ficado impressionado, sei lá, coisa mais absurda...
- Hehehe, você é igual à fulana e ao meu irmão!... Não podem ver sangue que desmaiam!
- Meu, eu não vi sangue, você deve ter visto sangue... que papelão.
Os dois riram de tudo. O paulista levou o carioca para casa contando que, ao contrário do amigo, ele queria largar o cigarro, esse vício maldito nada a ver com sua vida vegetariana bastante saudável, e que acharia uma academia de tai chi para o amigo. Despediram-se.
Voltando para seus afazeres, para si mesmo, o paulista experimentou uma estranheza. Algo bom em desmaiar, não que quisesse sair desmaiando por aí, mas poderia não ter sido ali, mesmo sabendo que em outra circunstância isso muito provavelmente não aconteceria, como jamais acontecera. Desmaiar revelou-se uma entrega absoluta, de volta acalmada, uma fragilidade que não conhecia. Seu ser silenciando.
Ainda estranho, 9h30 da noite, foi rumo ao supermercado comprar laticínios e espinafre, que prometera pela manhã.

20.5.08

Onde é que nós estamos, Roger Rabbit?

Deparei-me com as DÚVIDAS ÉTICAS, do caderno VITRINE de 17/05/2008, da Folha de S.P., cuja pergunta era: "É errado usar roupas feitas de pele de coelho?" e horrorizada, percebi que mediante à explicação fornecida pelo Sr. Cyrus Afshar, eu muito provavelmente me tornaria uma criadora de coelhos para pesquisa, sem saber que NÃO SE PODE JAMAIS pautar uma questão ÉTICA simplesmente por questões legais, econômicas, ou ecológicas. Do contrário, ainda comercializaríamos gente como no século IXX, o que era legalmente estabelecido, economicamente vantajoso e ecologicamente correto (uma energia limpa!).


Não é possível que um jornal desse gabarito, nessa altura do campeonato "Planeta x Ignorância", promova uma declaração tão obtusa. E a ilustração não poderia ser mais leviana.

Usar pele de coelho é ETICAMENTE CRIMINOSO, se levarmos em conta apenas dois fatores:
1o. a total falta de necessidade de nos cobrirmos com essa ou qualquer outra pele de animal
2o. a vida do animal (que no texto não existe nem importa!)

Ah, por favor, já é obrigatório sabermos que a criação de animais para o abate e seus subprodutos começa a passar por uma franca revisão e reestruturação, quanto a sua cultura, métodos e finalidades.

O movimento de um ser humano consciente atual é o de perceber a existência de um animal pelo ponto de vista do animal, simples!, ou seja, basta começar imaginando a si mesmo trancafiado numa jaula, numa fila de abate ou acorrentado, assim como fizemos com os negros - que até o fatídico século IXX não tinham alma, de acordo com a percepção da época, dos brancos.

Afinal, isso é história, isso significa que somos capazes de nos tornar mais desenvolvidos.

Já a ÉTICA, essa bela palavra, se baseia em premissas filosóficas, que se tornam códigos sociais ao longo do tempo, nunca o inverso. Pois não se pode usá-la sem comprometimento e sem compaixão.

ÉTICA é um sentimento que a sabedoria desenvolve e utiliza. O resto é lacuna.

Para se ligar no movimento atual:
http://www.pea.org.br/crueldade/peles/index.htm
Para ler o texto publicado na Folha de São Paulo:
http://modernmix.blogspot.com/2008/05/errado-usar-roupas-feitas-de-pele-de.html

28.2.07

Numa fria

Então quer dizer que a virada do milênio, a virada do tão esperado ano 2000, já veio, já foi e não nos trouxe carros voadores, não nos fez vizinhos de porta dos alienígenas, não nos deu telefonemas holográficos, não nos levou para férias em Marte, nem nos ofereceu comida em cápsulas.

Mas nós evoluímos. Certo? Essa mesma virada nos trouxe a possibilidade dos 100 anos, nos fez conhecer pessoas ao redor do globo sem sair de casa, nos deu clones de bichos como nos ofereceu variedades de tudo o que temos, e?

Evolução, evolução. Acabo de discutir arduamente com um amigo meu sobre evolução. Apontei que, um outro amigo de amigo meu diz que apesar das implicâncias espirituais implícitas nessas evoluções, não aconteceu uma evolução espiritual e sim, uma evolução matérica, científica. E é melhor eu parar por aqui antes que a cátedra possa me condenar. Ô assuntinho espinhoso!

O que é espírito também não vou definir, cada um entende o seu como quiser ou puder. Sou democrática. Mas ele diz que não evoluímos espiritualmente porque o espírito não vem impresso nos genes, ou seja, não se herda a evolução espiritual. Está aí a polêmica da história. E ele diz que é tudo ba-le-la. Que não somos mais evoluídos do que nossos ancestrais e mais, diz que se assim não fosse, hoje acharíamos Sócrates um pensador limitado. Ou saberíamos da genialidade dos filhos de Darwin. Seria simplesmente natural.

Não foi assim. Não é assim. A espiritualidade é desenvolvida durante a vida, com a cultura que é ou não transmitida de vivo para vivo. Esse amigo de amigo meu diz. Exemplos e raciocínios não faltam na boca dele. O cara é persuasivo.

Então eu observo o mundo e sinto aquele calor discrepante, vejo aquela massa cinzenta no horizonte, ouço do rádio aquelas violências sem fim e pego aquelas contas a pagar, não para pagá-las, mas para ver o quanto eu não tenho de dinheiro para pagá-las.

Virada do milênio, evolução matérica, evolução espiritual, espírito, filhos de Gandhi, contas... nisso tudo há uma certeza: vamos todos morrer assados, aos pouquinhos.

What a hell of a wonderful world!

7.2.07

De que lado?

Nossa humanidade. Pasma. Cansada. Levada ao mínimo da condição reconhecida de cada um. O ruim fica pior e o pior piora. Essa é a perspectiva vivida por todos. Para baixo, continuamente. O que muda é a sorte de cada um, o que varia é o humor, o jeito de levar. E só.

Acha que adianta falar sobre isso? Acha que adianta revoltar-se, gritar com o vizinho, ir aos jornais, mandar email indignado para todos os contatos da caixa postal, sair pela rua em protesto? Ou sua sorte é que vai mal no momento? Ledo engano, figuramos nas estatísticas de encarecimento da vida no planeta, do aumento gradativo do desemprego, da desigualdade e do empobrecimento humanos. Tudo vira estudo, notícia. E só.

É uma falação descontrolada na busca de caminhos inexistentes. É um tal de especialista analisando "quadros". Querem acalmar a manada? Nós, essa manada? Os amigos se desentendem, se endividam, as famílias se corroem. Os patrões abusam. Boas posições são para os que vendem suas almas diariamente. Vendem sim. E só.
Hoje é preciso nascer ou tornar-se vendedor, de si, do outro, de produto. Hoje é preciso admirar o consumo, as grandes corporações, a publicidade milionária. Hoje é imprescindível pensar em si mesmo, no bem-estar próprio. Pois o tempo que sobra para o mais, passa na comiseração de um olhar. Esó.

Para ser considerado, procurado, bajulado, precisa-se apenas terdinheiro, não importando a proveniência do mesmo, nem o grau de parentesco com os mais sórdidos. Está consumindo? Perfeito. Jovem, bonito e magro, o diabo frequenta os melhores lugares do mundo; sempre recomendado, citado, esperado e muito bem tratado. E só.

Não importa quem somos, importa o que parecemos. A matéria é real e a penúria, seja ela de qualquer natureza, é escondida até não se poder mais esconder. Infelicidades, desilusões e desesperanças são tratadas com barbitúricos. Escândalos são tratados com glamour e u quê de notoriedade. A pobreza não é tratada. E só.

Vida maravilhosa. Mundo fantástico. Humanidade bela! Agora queremos viver mais e por mais tempo. Temos tecnologias inacreditáveis até para o que não se precisa. E quem paga a conta? Que conta? Podemos tudo. Reinamos no mundo. Somos os tais. Os tais. Nós somos os tais. E só.

5.9.05

Estragos

foto: AP
Katrinas e políticos... inevitáveis.
Uns levam casas, carros, coisas, vidas e futuros. Outros levam casas, carros, coisas, vidas e futuros... dos outros, sempre dos outros.

22.8.05

Sou do MGI

Meu amigo e eu acabamos de fundar o político MGI:
Movimento Geral da Inércia
Quem quiser se filiar tem que, antes de qualquer coisa, deixar tudo absolutamente como está. Em seguida deve tentar se cadastrar, mas não haverá retorno de e-mail ou produção de material promocional como bonés e camisetas para distribuição entre os filiados, pois isso iria totalmente contra os princípios éticos do MGI.
Haverá uma manifestação na Av. Paulista na qual, uma vez todos reunidos, deitaremos no chão da avenida e só. Nada diremos, nada faremos, nem explicar explicaremos.
MGI! MGI! MGI!
Nem isso gritaremos.